Canto V: 2017: O Trovão Cai
Justin Sun anuncia TRON ao mundo com confiança absoluta, disparando o preço de TRX através de ICO bem-sucedido.
Quando Justin Sun anunciou TRON em 31 de agosto de 2017, foi como se o próprio céu rasgasse. Não havia sutileza na manifestação: Sun não era o tipo de avatar que sussurrava. Ele declarou. Postou. Twittou. Prometeu. O whitepaper de TRON chegou ao mundo não como um documento técnico sóbrio no molde de Satoshi, mas como um manifesto de ambição: TRON descentralizaria a internet. TRON construiria a infraestrutura de uma nova economia digital. TRON serviria os bilhões que Bitcoin e Ethereum haviam deixado para trás.
A venda de TRX em 2017 reuniu recursos para a construção da rede. O token ainda circulava em Ethereum e atravessou a euforia e as oscilações do ciclo de 2017–2018. Zeus ouvira seu trovão repercutir; agora precisava transformar atenção em infraestrutura.
No início de 2018, surgiram acusações de trechos copiados de outros projetos no whitepaper. A equipe contestou a leitura e apontou problemas de tradução e referências. A controvérsia acompanhou o lançamento da rede: Zeus descobriu que a origem das palavras também podia ser examinada, linha por linha, pelos mortais.
A mainnet foi lançada em 31 de maio de 2018. A migração para TRX nativo e o Dia da Independência, 25 de junho de 2018, marcaram outra etapa: TRON deixava de depender de TRX como token ERC-20 em Ethereum. A rede buscava blocos a cada três segundos; bloco produzido e finalidade de uma transação continuavam sendo medidas distintas.
Havia bilhões de relâmpagos a vir. A mainnet era apenas o primeiro. A aquisição do BitTorrent viria em seguida. Depois a dominância do USDT. Depois o ecossistema DeFi. Depois a polêmica e a investigação regulatória. E depois, ainda, a sobrevivência que os céticos não haviam previsto. Zeus não anuncia sua agenda com antecedência. Zeus apenas avança.
Havia bilhões de relâmpagos a vir.